
Segundo Fôlego
Há madeiras que voltam à vida como se respirassem de novo.

Origem do Nome
Essa peça carrega em si a metáfora da resistência e da reinvenção. Originalmente, nasceu árvore, foi transformada em tábua, cortada para servir a outro propósito e, então, mergulhou em anos de silêncio submerso. Mas o tempo debaixo d’água não a destruiu.
Agora, retirada desse repouso líquido, ressurge renovada. O tom violeta suave que a reveste funciona como a respiração profunda de quem retorna à vida com serenidade.
Segundo Fôlego representa a possibilidade de uma segunda, terceira existência, a beleza que só o tempo e a transformação são capazes de criar. É a prova de que, mesmo depois de anos oculto nas águas, o que é essencial permanece e pode renascer ainda mais belo.



Sobre a Peça
Madeira encontrada submersa por Gerônimo, resgatada de um antigo deck na Ilha da Gigóia. Feita de Ipê, essa peça exigiu paciência e força. O desbaste foi árduo, a superfície respondeu devagar como se testasse o fôlego de quem a tocava. Mas em algum momento, a madeira cedeu. E, ao ceder, revelou sua nova forma: firme, moderna e precisa.
As cavidades e imperfeições tornaram-se pontos de respiração. Há um contraste vivo entre a brutalidade da matéria e a delicadeza do gesto que a moldou. “Segundo Fôlego” é o testemunho de que tudo o que resiste pode renascer.
Detalhes Técnicos
- Dimensões
- 200cm x 30cm x 10cm
- Matéria-prima
- Madeira submersa por anos
- Acabamento
- Violeta suave